«em Basto basto eu»

É opinião, mais ou menos generalizada, que o primitivo Mosteiro de Refojos de Basto provém da alta Idade Média, no que são unânimes os cronistas da Ordem de S. Bento, que o remontam à fase da Reconquista, e quando a luta entre Cristãos e Mouros estava ainda longe de chegar ao fim.


Mosteiro de São Miguel de Refojos de Basto, no Concelho de Cabeceiras de Basto. gravura publicada na revista “O Ocidente” nº 75 de 21 de Janeiro de 1881.

Conta-se, que tendo certo dia os Muçulmanos aproximado-se de modesto cenóbio, com a intenção de o arrasar e matar os religiosos que lá se encontravam, estes se lhe oporem com tal valentia, que eles se viram forçados a retirarem vencidos, sem consumarem os seus propósitos de destruição.

Nesta luta desigual teria tomado parte Frei Hermígio Romarigues, religioso de grande envergadura e força invulgar, que ficou conhecido na tradição pelo nome de Basto, em virtude de na fase mais acesa da refrega, e enquanto brandia o seu grosso pau, ter proferido a seguinte frase: «em Basto basto eu». E daí o nome de Basto dado à estátua dum guerreiro galaico-lusitano, colocada junto à ponte do rio que atravessa a vila, numa ingénua atribuição da sua origem ao valoroso frade de Refojos pela sua heróica coragem revelada na luta contra o herege.

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