José Pinto d’Azevedo, era um morgado desta freguesia, e pessoa de muita nobreza.

O pároco de então, era homem de génio irascível, e tendo certas desavenças com o morgado, receando a sua vindicta, abandonou a freguesia e fugiu para a sua terra.

O povo estimava o pároco, e reunindo-se, no dia 21 de Abril de 1793, marchou para a terra do pároco; mas, no caminho, lhe saiu o morgado, ao encontro, armado de uma espingarda, e perguntando onde ia toda aquela gente, um da turba lhe falou inconvenientemente, e o morgado o matou com um tiro. O povo então, exasperado, matou o assassino, à paulada.

Ambos os mortos foram enterrados no dia seguinte; ficando 48 pessoas culpadas. Ainda hoje é aqui este facto recordado com horror.

“Portugal antigo e moderno” Volume 8 – 1878

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