FREE E-book – Lucky friday the 13th !

É na minha opinião o melhor livro de jogo do pau de sempre, e uma analise profunda da tática da nossa arte, aplicável de uma forma generalizável a várias armas e contextos.
Totalmente gratuito, mas apenas nos próximos 4 dias, aproveitem esta oportunidade única!

CoachingCombatTactics
Over the next 4 days (13th – 16th May),the book Coaching combat tactics: Counter attack selection is available for FREE in its digital format (on amazon)

Please share this message if you have friends interested in martial arts and their teaching.

Best wishes,
LP

About the book:

The goal of this book is to simplify the training of all fencing (weapon) arts, tackling both the subject of contents (What to teach) and pedagogy (How to teach).

This is sought by sharing concepts, games & drills that easily teach how to choose one’s counter according to:

1. Number of opponents

2. Traits of weapons:
a) Bladed /blunt
b) With and without hand guard
c) Single or double handed

3. Having greater, lesser or the same reach

4. Type of parry performed

5. Quality of footwork

About the Author –A brief presentation of Coach Luis Preto:

  1. Instructor of stick combat (Jogo do Pau), Karate & Wrestling
  2. Undergrad in physical education
  3. Two masters in sport sciences
    a) Sport teaching strategies (ULHT/Lisbon)
    b) Coaching (UBC/Vancouver)
  4. Certified by the International Sport Sciences Association as a:
    a) Fitness trainer
    b) Youth training specialist
    c) Endurance training specialist

Link: https://www.amazon.com/Coaching-combat-tactics-Counter-selection-ebook/dp/B017J19MNI?ie=UTF8

Demonstração G.C.P. PORTIMÃO- 1998

FESTIVAL NACIONAL DE ESCOLAS DE JOGO DO PAU – PORTIMÃO- 1998
GINÁSIO CLUBE PORTUGUÊS

MESTRE NUNO RUSSO + MESTRE JOSÉ SARAMAGO + MESTER NUNO MOTA + José Augusto + Nuno Pinto + Ricardo Machado + Pedro Pinto + André Fernandes + Hugo Paz + Fernando Dias + Manuel Alves + Carlos Fernandes + Jorge Saramago — at PORTIMÃO.

video em: facebook.com/assalgarvia.jogopauportugues
0:00 – Formas de combate em inferioridade numérica.
0:30 – Demonstração Técnica.
3:40 – Jogo livre entre mestre Nuno Russo e Nuno Mota.
4:35 – Séries.
6:05 – Guardas na Cadeira.
6:30 – 1 contra 3.

Deslocamento em jogo / Body displacement in freeplay

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Sequencia de 6 defesas e contra ataques / Sequence of 6 parry and  counters

PT:
Como podemos ver na imagem, o descolamento do corpo em jogo livre deve ser constante, havendo sempre um ajuste da distancia na defesa, sendo que o ataque é sempre realizado para bater. O jogador que ataca, avança para chegar ao alvo, mas o que defende recua, mantendo-se seguro. Esta não é uma regra absoluta, pois quem defende pode conseguir defender no lugar ou mesmo a avançar, mas este deslocamento base, permite uma maior segurança, e é o mais comummente utilizado.

Quando se vê o video normalmente, pode parecer que as varas so tocam uma na outra e que se esta a atacar para o ar. Isso seria verdade se não houvesse deslocamento, mas neste caso podemos ver que os ataques são feitos para o corpo, e é o constante deslocamento que permite uma defesa segura.

Note que deslocamento do corpo não é apenas deslocamento do pé, é possível mover o pé sem quase mexer o corpo, mas o que se quer aqui é deslocar tanto o corpo como o pé.

EN:
As we can see in the image, the movement of the body is constant in traditional freeplay, there is always an adjustment by the defender, and the attack is done to reach him. The fencer that attacks moves forward to reach the target, but the defender retreats back, keeping a safe distance. This is not a “rule of the game”, the defender could stay in place or even move forward when parrying if he had the skill for that, but this displacement allows more safety and is the most commonly used.

When the video is played normally it might look like the fencers are striking out of range and only hitting to the staffs. That would be true if they didn’t move their body and just stayed in place hitting out of distance, but this is not the case, since the strikes are made to the target and the body displacement of the defender is what creates the safe distance.

Note that body displacement is not the same as just footwork, it is possible to move the feet without barely moving the body, that is not what we see here, what is done in jogo do pau is the displacement of the body as much as the feet.

Análise ao inicio de forma de combate contra vários adversários no contexto de defesa pessoal com varapau.

Analysis of jogo do pau’s multiple opponents, in the context of self defense with the walking staff.

Nuno Russo e Luis Preto

A técnica de Bastão de combate da Esgrima Lusitana deriva da utilização do varapau a duas mãos, aperfeiçoada pelo mestre Nuno Russo, que podemos ver no clip.

Jogo do pau baton fencing technique derived from traditional two handed long staff, developed and perfected by master Nuno Russo on the left of the clip.

­Demonstração tradicional de jogo livre.
Numa demonstração tradicional, não há a preocupação de recriar um momento histórico (a não ser talvez pela utilização de roupa mais tradicional), há apenas a intenção de demonstrar a arte de combate como ela é praticada tradicionalmente.

Como as armas utilizadas são reais, de madeira sólida, e as pancadas são, como podemos ver no vídeo, bastante fortes e que claramente causariam graves danos caso caíssem no corpo de algum dos jogadores, como pode funcionar então esta demonstração de outra forma que não seja de uma coreografia bastante bem ensaiada para não haverem acidentes?

Ora se fosse uma coreográfica, com os movimentos pré definidos e ensaiados, poderiam até estar a ser utilizadas as técnicas do jogo do pau tradicional, mas não ser jogo livre. O que faz com que seja jogo livre, e jogo do pau como é praticado tradicionalmente, é o facto de que os movimentos não são planeados, as pancadas são fortes e certeiras, para bater e não para o ar.

Mas se assim é, como é possível os praticantes, na demonstração, não se magoarem gravemente na maior parte das demonstrações?

É possível, porque, apesar de as pancadas não serem controladas, serem feitas para bater e direcionadas para o corpo, não se trata de um combate real, em que os nervos estão ao rubro, mas sim de um treino/demonstração, em que os jogadores testam as suas capacidades. Este treino apresenta alguns riscos, sem duvida, pois se falha uma defesa ou há uma medição errada de distâncias, uma pancada pode cair num jogador. Pois mesmo que o atacante se aperceba da falha do jogador que defende, um ataque é muito dificilmente parado, especialmente se já for na sua fase final.

Mas então não há tentativa de enganar o adversário como num combate real? As pancadas são todas óbvias e claras? é que neste vídeo os jogadores parecem estar-se a medir um ao outro, e por vezes parece que estão se a estudar, a ver quem ataca primeiro e se se conseguem enganar um ao outro, isso é teatro?

Não é teatro, é até possível fazer alguns enganos e fintas. Temos que ter em consideração que os jogadores se conhecem e sabem a capacidade uns dos outros, se fosse um mestre contra um iniciado, o mestre poderia bater no iniciado na primeira pancada, mas num treino não o faz, ataca mais devagar, de forma a que seja possível ao iniciado defender, aprender e ir melhorando,  com ataques sinceros e claros para não haver acidentes. No entanto, conforme a mestria dos jogadores vai subindo, num combate entre praticantes de alto nível, não aumenta só a velocidade das pancadas, mas também passam a ser possíveis mais fintas e enganos, e uma tensão e intensidade superior, mais características de um combate real. O risco aumenta, mas como os jogadores se conhecem e tem confiança nas suas capacidades, este tipo de treino e demonstração, é possível de ser feito em relativa segurança, não sendo combate real, já se aproxima mais um pouco. Sendo que a certa altura, com jogadores de alto nível a diferença está em levarem as suas capacidades ao extremo, para, em combate real, realmente baterem no adversário.

Uma demonstração entre iniciados, será bastante mais aborrecida, lenta e previsível do que uma entre mestres ou praticantes de alto nível, por isso temos várias descrições de demonstrações em que certos indivíduos eram aplaudidos de pé pelo seu bravo combate, mesmo sem nenhum dos dois ter levado alguma pancada, o elevado nível de ambos os jogadores é óbvio na sua demonstração, mesmo para espetadores não praticantes.

Mas nas demonstrações de jogo do pau, os jogadores ficam a distribuir pancadas durante muito tempo, mais de 10 defesas e contra ataques por vezes, quase parece como num filme, um combate real não seria provavelmente vais rápido, uma ou duas pancadas e um dos lutadores estaria no chão?

Um combate real poderia sim acabar muito rapidamente, até logo na primeira pancada, no entanto, nestas demonstrações como já referi, a intensidade é reduzida, a um ponto em que ambos os jogadores possam treinar em segurança, em que sintam confiança nas suas defesas, por isso pode haver mais trocas de pancadas.

Mas se o jogo do pau é tão eficaz, não deveria haver um golpe que acabasse com o combate?

Não existem golpes infalíveis, pois todos os ataques tem uma defesa, um jogador vence quando encontra um desequilibro no adversário, ou por ter uma técnica superior, ou seja, mais bem treinada, ou simplesmente o adversário cometa um erro. Mas se ambos não cometerem erros e combaterem de forma ideal, nenhum será atingido. Porém, ninguém é perfeito, pelo quem, no calor do combate, a uma velocidade limite, todos podem errar, e só com treino se pode consolidar a técnica para que tal aconteça menos vezes, e se conseguir até criar aberturas e oportunidades de atacar o adversário.

Uma coisa que parece é que as pancadas não são realmente para bater no corpo, pois os jogadores estão muito longe um do outro, não é isso também que permite este treino em segurança?

A estas duas questões, “As pancadas são para o corpo?” e “A distância permite segurança?” a resposta é sim, mas vamos ver mais de perto o que quero dizer com isto. Embora por vezes pareça que as pancadas não chegariam ao outro jogador, a verdade é que há sempre deslocamento, por isso, quando o individuo que ataca avança, o que defende recua, e está sempre presente a gestão da distância pelas duas partes, não estando nunca os dois parados, a uma distancia segura a bater apenas com os paus no ar. Este recuar permite manter a distancia e, respondendo à segunda questão, manter-se seguro. Porém, este distanciamento, não é combater atirando ataques para o ar for a do alcance, o que estaria errado, mas sim, atacando para o corpo, sendo da iniciativa de quem está a ser atacado, de recuar e manter a distância, isto faz parte da defesa, sendo o ataque para o corpo, meramente recuar, é uma defesa eficaz, mesmo que não haja embate de varas.
Nas palavras de Frederico Hopffer:
“Dar todo o comprimento às pancadas é indispensável a fim de  que o discípulo não fique iludido, o que pouca  importância teria quando joga com o mestre, porque esse encurta, desvia, retarda, etc., as pancadas, mas quando jogar com qualquer condiscípulo ou adversário, não lhe será  fácil encontrar  quem lhe faça o mesmo.” – Frederico Hopffer, “Duas palavras sobre o jogo do pau” 1924

Os livros de Jogo do Pau de Luis preto.

O trabalho de Luis Preto na criação de material educativo de Jogo do Pau Português tem sido incrível. Este é, sem duvida, não só o melhor conteúdo disponível para quem quiser ficar a conhecer a arte e até começar a “dar uns toques” (na ausência de mestre), mas também para quem quiser aprofundar o seu conhecimento em algumas áreas. Como tal, tento aqui deixar uma lista concisa dos seus trabalhos, para quem quiser aprender esta arte. Sendo que vou tentar manter este post actualizado caso surjam novidades.

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Jogo do Pau: The ancient art & modern science of Portuguese stick fighting – Este será certamente o melhor livro para quem quiser descobrir o Jogo do Pau. Com uma excelente introdução histórica, enquadra a técnica no contexto em que surgiu e como se desenvolveu, passando pela técnica um contra um e técnica contra vários adversários.

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Understanding and developing footwork – Um complemento essencial ao anterior, para desenvolver e melhor perceber a técnica de deslocamento utilizada no jogo do pau.

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Functional parrying skill – Tal como o anterior, mas para a técnica de defesa. Sendo na minha opinião, uma das coisas mais difíceis de explicar e fazer perceber, quer em livro que em vídeo, a técnica de defesa requer sem dúvida um trabalho aprofundado e muita dedicação para compreender corretamente, pelo que este livro para tal contribui.

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Optimizing the teaching curriculum of technique and tactics – Este livro trata de como organizar os conteúdos desta forma de esgrima, como os ensinar e interligar de forma a uma progressão que vai além da sua simples aquisição, sendo um excelente complemento aos anteriores.

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The forgotten art of fighting against multiple opponents: A practical guide for staff & baton martial artists
– Esta é das mais tradicionais vertentes do jogo do pau, o combate contra vários adversários. Não sendo só a mais tradicional mas também a mais prática em termos de defesa pessoal, aconselho a interessados em defesa pessoal com armas, quer a uma ou duas mãos.

O autor também possui outros trabalhos que são úteis a praticantes não só de outras artes de combate como de qualquer desporto, e ao qual aconselho vivamente a sua consulta aqui: http://www.pretomartialarts.com

Bater atrás a uma mão. // Beating back at one hand.

Para afastar o adversário que está nas costas, ameaça-se com um ataque por cima, mas ataca-se baixo aos membros inferiores largando a uma mão, para forçar o adversário a recuar. Com a continuação do movimento de rotação do corpo, volta-se a cair ao adversário inicial com varrimenta.

To scare away the opponent on the back, threaten with a high strike, but release at one hand and strike to the lower body to force the opponent back. Then with the continuation of the rotation of the body, turn to the initial opponent with a sweep.

Um principio básico da táctica de combate contra vários adversários, explicada por Luis Preto. Aqui com bastão, mas o principio é o mesmo da esgrima com varapau, de onde derivou, na nossa esgrima, a utilização do bastão ou bengala.