Mestre António Portela a orientar demonstração

Parte da demonstração da escola do Mestre António Portela de Abadim, Cabeceiras de Basto no 1º aniversário da Associação Portuguesa de Jogo no Pau na Fundação Carlouste Gulbenkian – 1978

Francisco Padinha

francisco padinhaFrancisco Padinha era um gigante de bigode fininho, bem cuidado e com uma volta nas pontas. Tinha começado na luta greco-romana e evoluído para o levantamento de pesos. Natural de Olhão, Padinha pesava mais de 115 quilos, mas era capaz de levantar muito mais do que isso acima da cabeça. Desafiado num treino, sem preparação, levantou 128 quilos.

No início de 1914, ficou a saber-se pelos jornais que Padinha, sem rival em Portugal no que dizia respeito à força, tinha encontrado uma nova paixão, o jogo do pau. Há vários meses que treinava com um dos melhores professores do país, Artur dos Santos. E o mestre não lhe poupava elogios — Padinha, dizia, era rápido, elegante e com a souplese de um rapaz de 60 quilos.


“1914: Portugal no ano da Grande Guerra” – Ricardo Marques, 2014.

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José Hermano Saraiva – Justiça de Fafe

JoséHermanoSaraiva

LINK: A Justiça de Fafe aos 24:10

A justiça de Fafe explicada por José Hermano Saraiva – 2002

José Hermano Saraiva, analisa a estátua da Justiça de Fafe, e descreve o que para ele é um erro naquela escultura, que representa um paisano a atacar um homem bem vestido, simbolizando um trabalhador a bater no patrão, e explica que a justiça de Fafe nada tem a ver com isso, mas sim e na minha opinião também, com o facto de naquela região, o policiamento só ter chegado muito tarde, e a justiça de Fafe era na verdade, a justiça particular, que os indivíduos tinham que fazer pelas próprias mãos.

Classe de Artur dos Santos de 1907 – Escola Académica

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Notas de “Sport” – Escola Academica – Exercícios de ginástica no Velodromo – Jogo de pau

Demonstração de Jogo do pau nas festas escolares da Escola Académica, pelo professor Artur dos Santos, no Velodromo de Lisboa em 1907.

Jogo do pau no Coliseu dos Recreios – 1961/2

Mestres Couto e Tabuada no Coliseu dos Recreios – 1961

Jogo do pau em Cabeceiras de Basto – 1975 – Mestre António Portela

Cabeceiras de Basto em 1975 – O Povo e a Música – RTP

Entrevistadora – Sr. Portela, o Sr. é um mestre do jogo do pau, eu queria que nos falasse um pouco da sua vida como jogador de pau e daquilo que poderão ainda fazer por aqueles que ainda não conhecem e poderão vir a conhecer e a conservar este jogo.

M. Portela – Eu comecei a jogar ao pau tinha 14 anos, depois fui passando, (..) ao meu pai, com o Calado com o Mendes. eu fugi ali e fomos jogar. Depois fomos para Braga. Aos 16 anos fui para a tropa, voluntário, e depois, também tinha lá o jogo do pau e eu ia sempre assistir ao jogo do pau deles, depois vim de lá e continuei a jogar, Corri tudo por ai a baixo, fui a Lisboa uma 3 vezes, joguei no Ateneu Comercial, joguei no Barreiro, e tenho um livro onde veio a minha figura e gostei muito. Os rapazes do Barreiro e do Ateneu Comercial vieram cá e eu não aceitei o convite que me fizeram, porque as consequências da vida não o permitiram. Eu continuo sempre a ser um adepto do jogo do pau, e estou velho, mas sempre pronto para aquilo que se puder fazer sobre o jogo do pau.

Entrevistadora – Portanto poderá ensinar aos novos o jogo do pau.

M. Portela – Ensino aquilo que tiver nas minhas possibilidades, estou sempre pronto e com riscos até da minha vida da saúde e de tudo, continuo e gosto disto!